Gestão Estratégica de Pessoas

O problema do favoritismo nas organizações

janeiro 28, 2019
Tempo de leitura 3 min

Favoritismo nas organizações – o vício que nunca vai desaparecer nas empresas! Esse é o título da matéria publicada pelo Valor econômico do último dia 21. Ela trouxe à tona um problema comum no mundo corporativo e me inspirou a fazer um vídeo. Esta aqui é a versão texto do vídeo.

Nas inúmeras pesquisas de clima que já realizei, essa é uma das principais questões investigadas. E os resultados mostram que esse o favoritismo é problema que está presente na maioria das empresas.

Impactos do favoritismo nas organizações

O favoritismo influencia desde as decisões de contratação, passando pelas decisões de promoção, de reconhecimentos, bônus, de investimento no desenvolvimento de um ou outro colaborador. É fato!

Esse fenômeno acaba trazendo vários impactos e prejuízos para as empresas e para as pessoas também!

As consequências são muito ruins, como por exemplo a perda de talentos! Profissionais inconformados, que se sentem injustiçados e deixam a empresa, indo aplicar suas competências e gerar valor em outro lugar.

Outra consequência é a queda da produtividade das pessoas que se desmotivam quando percebem que a empresa admite que esse tipo de coisa aconteça.

Além disso, é natural também o surgimento de um clima de intrigas e fofocas, que tira o foco das pessoas do trabalho fazendo cair os desempenhos

O favoritismo está relacionado à escolha de profissionais que não têm perfil adequado ou que não são merecedores. A grande probabilidade é que esses profissionais não apresentem a performance esperada para justificar terem sido favorecidos.

Meritocracia: o remédio contra o favoritismo nas organizações

Quando a escolha recai sobre um profissional com perfil adequado, que gera resultado, deixa de ser favoritismo passando a ser meritocracia!

A meritocracia deve ter como parte importante dos seus fundamentos uma avaliação objetiva de desempenhos e competências para servir de base à definição dos critérios para promoções, aumentos salariais, bônus, PLR e outras práticas de RH.

A meritocracia é a base mais saudável para orientar as decisões de Gestão de Pessoas! Por outro lado, é preciso considerar que o favoritismo é um comportamento comum no ser humano, resultado de sentimentos de simpatia ou antipatia, de afinidade incluindo interesses pessoais. Justamente por ser um comportamento comum, deve ser ponto de atenção do RH. É um problema que pode e deve ser tratado.

A meritocracia é um dos remédios! E a prática da meritocracia depende de uma gestão de desempenhos e competências eficaz.

Uma gestão eficaz evidencia os profissionais com bons desempenhos e competências destacadas. Essas duas variáveis – desempenhos e competências – se forem bem gerenciadas, minimizam o problema do favoritismo. Elas tornam as decisões mais claras, fundamentadas e transparentes.

Isso não impede a ocorrência do favoritismo, mas dá ao RH subsídios poderosos para inibir uma decisão que favoreça alguém que não performa bem, que não entrega valor e que não tenha o perfil adequado.

Favoritismo nas organizações: pode não ter cura, mas tem tratamento

O favoritismo pode até ser uma doença sem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. E o remédio é a meritocracia!

A prática da meritocracia requer o comprometimento dos principais envolvidos: profissionais de RH e das lideranças! Cada um no seu papel, unidos numa relação de parceria.

Qual a sua opinião sobre este assunto? Você já presenciou ou vivenciou uma situacção dessas?

Essa é a bandeira que ergo todos os dias. Esse é o grande foco do meu trabalho: desenvolver e aprimorar sistemas que possibilitem uma Gestão de Pessoas mais meritocrática, mais justa e mais transparente. Uma gestão onde todos saiam ganhando com a relação de trabalho.

Qual a sua opinião sobre este assunto? Você já presenciou ou vivenciou uma situacção dessas?


Por Denise Lustri – CEO da Cohros

Acesse aqui a versão vídeo sobre o favoritismo nas organizações.

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