Tecnologia e Métodos de Gestão de Pessoas

O problema do favoritismo nas organizações

Favoritismo só cabe se for em cima dos artigos da Cohros, que te ajudam a solucionar problemas pouco falados como esse. Vem com a gente!
Tempo de leitura 3 min

“Favoritismo nas organizações – o vício que nunca vai desaparecer nas empresas!” Esse é o título da matéria publicada pelo Valor econômico do último dia 21, que trouxe à tona um problema comum no mundo corporativo e me inspirou a fazer um vídeo. Esta aqui é a versão texto desse vídeo.

Nas inúmeras pesquisas de clima que já realizei, essa é uma das principais questões investigadas. Os resultados mostram que o favoritismo é o problema que está presente na maioria das empresas.

Impactos do favoritismo nas organizações

O favoritismo influencia desde as decisões de contratação, passando pelas decisões de promoção, de reconhecimentos, bônus e de investimento no desenvolvimento de um ou outro colaborador. É fato!

Entretanto, esse fenômeno acaba trazendo vários impactos e prejuízos para as empresas, assim como para as pessoas. As consequências são muito ruins, como por exemplo a perda de talentos, já que profissionais inconformados, que se sentem injustiçados, deixam a empresa e vão aplicar suas competências e gerar valor em outro lugar.

Outra consequência, é a queda da produtividade das pessoas que se desmotivam, quando percebem que a empresa admite que esse tipo de coisa aconteça. Além disso, é natural também o surgimento de um clima de intrigas e fofocas, que tira o foco das pessoas do trabalho, fazendo cair os desempenhos

O favoritismo está relacionado à escolha de profissionais que não têm perfil adequado ou que não são merecedores. Por isso, há uma grande probabilidade que esses profissionais não apresentem o que se espera de performance para justificar o favorecimento.

Meritocracia: o remédio contra o favoritismo nas organizações

Quando a escolha recai sobre um profissional com perfil adequado, que gera resultado, deixa de ser favoritismo passando a ser meritocracia!

Por essa razão, a meritocracia deve ter como parte importante dos seus fundamentos uma avaliação objetiva de desempenhos e competências para servir de base à definição dos critérios para promoções, aumentos salariais, bônus, PLR e outras práticas de RH. Ou seja, a meritocracia é a base mais saudável para orientar as decisões de Gestão de Pessoas!

Por outro lado, é preciso considerar que o favoritismo é um comportamento comum no ser humano, resultado de sentimentos de simpatia ou antipatia, incluindo interesses pessoais. E justamente por isso, deve ser ponto de atenção do RH. É um problema que pode e deve ser tratado.

A meritocracia é um dos remédios! E a prática da meritocracia depende de uma gestão de desempenhos e competências eficaz. Uma gestão que evidencia os profissionais com bons desempenhos e competências destacadas, já que essas duas variáveis – desempenhos e competências – se forem bem gerenciadas, minimizam o problema do favoritismo, pois elas tornam as decisões mais claras, fundamentadas e transparentes.

Isso não impede a ocorrência do favoritismo, mas dá ao RH subsídios poderosos para inibir uma decisão que favoreça alguém que não performa bem, que não entrega valor e que não tenha o perfil adequado.

Favoritismo nas organizações: pode não ter cura, mas tem tratamento

O favoritismo pode até ser uma doença sem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. E o remédio é a meritocracia!

Entretanto, a prática da meritocracia requer o comprometimento dos principais envolvidos: profissionais de RH e das lideranças. Cada um no seu papel, unidos numa relação de parceria. Essa é a bandeira que ergo todos os dias.

Aliás, esse é o grande foco do meu trabalho: desenvolver e aprimorar sistemas que possibilitem uma Gestão de Pessoas mais meritocrática, mais justa e mais transparente. Isto é, uma gestão na qual todos saiam ganhando com a relação de trabalho.

Mas, e aí, qual é a sua opinião sobre este assunto? Você já presenciou ou vivenciou uma situação dessas?

Acesse aqui a versão vídeo sobre o favoritismo nas organizações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Compartilhe